quinta-feira, 26 de julho de 2018

As masmorras do juiz Moro têm brechas


O golpe que depôs a presidenta Dilma Rousseff em agosto de 2016 tinha como objetivo, da mesma forma que o golpe de 1964, impedir a realização da vontade da maioria do povo e colocar os rumos do país nas mãos das oligarquias corruptas dispostas a romper com a legalidade e a legitimidade. (…) a exigência de eleições limpas e que tenham o seu resultado respeitado deve ser um horizonte imediato das forças populares e progressistas. No caso das eleições de 2018, a participação de Luiz Inácio Lula da Silva é condição primeira para que tenham alguma legitimidade. (…) Condenação sem provas e prisão que a cada dia se torna motivo de perplexidade para aqueles que o apoiam e nele querem votar, e de escárnio internacional, porque se o controle quase absoluto da mídia golpista pode turvar a real percepção dos fatos, os próprios fatos vão mostrando que há algo de podre no reino de Moro.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Denúncia do Golpe Eleitoral contra a reeleição de Dilma Rousseff no Brasil

No final do ano passado, a presidenta Dilma, em sua mensagem de encerramento de

“Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas.”

A guerra psicológica é apenas uma parte de um movimento maior de guerra econômica que deve ser denunciada. Os economistas Passos, Cardoso e Brandes do DIEESE em um texto intitulado “A queda dos investimentos privados na economia brasileira nesse início de 2014” demonstram que uma taxa negativa de investimento de 2,1% no primeiro trimestre de 2014 significa que os grandes capitalistas, principalmente os de São Paulo, abstiveram-se de reinvestir o capital acumulado no ciclo anterior.

Sem qualquer compromisso com o país, eles transferiram seus investimentos para os títulos da dívida pública dos Estados Unidos na esperança de que um baixo crescimento do PIB rendesse manchetes ruins ao governo e o forçasse a tomar medidas antipopulares em pleno ano eleitoral.


Declaração IX Seminário Internacional de Lutas contra o Neoliberalismo

Depois dos grandes movimentos antineoliberais, antiglobalização e anti-capitalistas
da primeira década do século XXI, o que podemos observar no cenário da luta de classes internacional nos últimos anos?
As últimas décadas do século XX foram testemunhas da defesa enfática de duas teses: o fim da classe operária e o fim do socialismo.
Sem dúvida a recomposição do aparelho produtivo do capitalismo, iniciada no pós-Segunda Mundial, alterou significativamente o perfil da classe operária. O aumento da composição orgânica do capital, com o crescente aporte de capital constante (máquinas, equipamentos, matéria-prima) em detrimento do capital variável (força de trabalho) tem diminuído o emprego formal,  criado formas diversas de informalidade e aumentado o chamado setor de serviços. Assim  aumentou em termos absolutos  a classe operária ativa e empregada e também significativamente o número de desempregados.